«Quero começar a investir» parece um objetivo. Na verdade, é uma ação. O objetivo pode ser pagar uma formação daqui a dois anos, construir margem para a reforma ou outra coisa completamente diferente.
O prazo muda a pergunta
Se precisas do dinheiro numa data próxima, uma queda de valor nessa altura pode obrigar-te a vender com perda. Se a data estiver longe, talvez possas esperar por uma recuperação — mas nem o tempo elimina o risco nem garante um resultado.
Escreve o objetivo em linguagem simples: «preciso de aproximadamente X para Y, por volta de Z». Não é preciso acertar no valor ao cêntimo. O importante é distinguir dinheiro com destino e prazo definidos daquele que podes deixar investido por muito tempo.
Acesso também importa
Pergunta se consegues levantar o dinheiro quando precisas, quanto tempo demora e se há custos ou perdas por sair cedo. A isso chama-se liquidez. Um produto pode parecer atraente na rentabilidade anunciada e ser inadequado para uma despesa que não pode esperar.
Antes de comparar produtos, separa o dinheiro das despesas correntes e de imprevistos do dinheiro que realmente podes expor a oscilações. O tamanho dessa margem varia de pessoa para pessoa.
Experimenta
E nesta situação?
A Teresa quer usar uma quantia para uma mudança de casa daqui a um ano. O que deve esclarecer primeiro?
Agora, a tua vez
Uma pergunta para levares contigo
Inventa dois objetivos: um para daqui a um ano e outro sem data próxima. Para cada um, escreve quando precisarias do dinheiro e o que aconteceria se valesse menos nessa altura.
Fonte para aprofundar: Todos Contam — perfil do investidor ↗
